NEGATIVIDADE E CRÍTICA DA REIFICAÇÃO: HEGEL NA GÊNESE DA TEORIA CRÍTICA

Autores

  • Alan Duarte Araújo Autor

Palavras-chave:

Especulação; Idealismo; Dialética.

Resumo

Este artigo busca esclarecer os momentos do pensamento hegeliano que embasam a Filosofia social da Teoria Crítica. Para tanto, deve-se, em primeiro lugar, justificar como um autor frequentemente associado ao conservadorismo e ao Idealismo Absoluto pôde exercer qualquer influência sobre uma tradição de pensamento crítico que valoriza, sobremaneira, a articulação prática, não raramente subversiva, de sua teoria. A esse respeito, conjectura-se que uma aproximação entre tais tradições filosóficas se revela viável pela demarcação daquilo que ambas negam. Investiga-se, nesse tocante, o que ambas negam e qual o sentido próprio de negação assumido pela orientação metodológica que elas detêm em comum: a dialética. Somente, então, o diálogo é justificável, cabendo ainda elucidar que aspectos da filosofia hegeliana são assumidos pela Teoria Crítica e quais são afastados. O que reorienta o debate para o autêntico significado de “idealismo especulativo” e como esse conceito é recepcionado pela Filosofia Social. Diálogo realizado sob a orientação teórico-metodológica dialética, exercitada,  inclusive, nos autores da tradição crítica aqui destacados: Theodor Adorno, Max Horkheimer e Herbert Marcuse. Por fim, demonstra-se o valor analítico da interpretação crítica do pensamento de Hegel, designado como o horizonte necessário para uma futura Filosofia social

Biografia do Autor

  • Alan Duarte Araújo

    Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), sob a orientação da > Profª. Drª. Maria Socorro Ramos Militão. Bolsista da CAPES. 

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Publicado

2022-06-06

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